Infelizmente, a falta de contabilidade em igrejas ainda é uma realidade comum em muitos ministérios, especialmente naqueles que cresceram de forma espontânea e sem estrutura administrativa formal.
Com o passar do tempo, porém, a ausência de registros financeiros claros começa a gerar dúvidas, insegurança e até riscos legais para a instituição.
Diante desse cenário, surge a pergunta que norteia este artigo: “Minha igreja nunca teve contabilidade, e agora?”
Por que a contabilidade é essencial para igrejas?
Antes de mais nada, é importante entender que, a contabilidade em igrejas é fundamental, mesmo com o fato das organizações religiosas serem consideradas sem fins lucrativos.
Pois as Igrejas são pessoas jurídicas e precisam seguir regras contábeis e fiscais.
E nesse contexto, a contabilidade não é apenas uma obrigação, mas uma ferramenta estratégica para garantir a legalidade e o crescimento da Igreja.
Cumprimento das exigências legais e fiscais
Em primeiro lugar, manter a contabilidade em igrejas em dia ajuda o cumprimento das exigências da Receita Federal, Ministério do Trabalho e Previdência.
Pois a legislação brasileira exige que as instituições religiosas façam declarações periódicas sobre as suas movimentações financeiras, mesmo que estejam isentas de alguns tributos.
Sem isso, a Igreja corre o risco de perder benefícios fiscais e até sofrer penalidades legais como multas e inaptidão do CNPJ.
Portanto, um escritório de contabilidade especializado auxilia no cumprimento dessas obrigações e pode evitar erros que comprometam a continuidade das atividades da igreja.
Quais os riscos de não ter uma assessoria contábil especializada?
Embora muitas igrejas comecem de forma simples e voluntária, a falta de contabilidade em algumas igrejas, aumenta significativamente a chance de problemas fiscais.
Pois à medida em que crescem, os riscos de operar sem suporte contábil especializado também aumentam.
Por isso, ter um contador qualquer não basta: é necessário alguém com experiência no segmento das organizações religiosas.
Problemas com a Receita Federal
Com toda a certeza, um dos principais riscos é se complicar com o FISCO.
A ausência de declarações obrigatórias, como a ECF ou a DCTFWeb, pode levar à suspensão do CNPJ da igreja.
Isso significa, por exemplo, a impossibilidade de realizar compras em nome da igreja, abrir e movimentar contas bancárias ou receber recursos legalmente.
Além disso, um erro comum em igrejas sem orientação especializada é realizar movimentações financeiras utilizando a conta bancária do Pastor.
Esse tipo de prática equivocada pode gerar tributação e até investigações por sonegação.
Portanto, contar com uma assessoria contábil especializada não é um custo, mas uma proteção essencial para evitar multas, bloqueios bancários e danos à reputação do seu Ministério.
Por onde começar a organizar a contabilidade da igreja?
Se sua igreja nunca teve contabilidade formal, não se preocupe: é possível começar com passos simples e objetivos.
A organização contábil começa pelo reconhecimento da importância do controle financeiro e pela decisão de tratar a gestão com responsabilidade e transparência.
Levantamento de receitas e escolha de um contador especializado
O primeiro passo é fazer um levantamento detalhado de todas as entradas e saídas financeiras da igreja.
Isso inclui dízimos, ofertas e despesas fixas, como manutenção, eventos e salários de funcionários, se aplicável.
Logo depois, é essencial buscar um contador com experiência em contabilidade para Igrejas.
Pois esse profissional saberá orientar a igreja quanto à melhor forma de registrar as movimentações financeiras, quais obrigações legais precisam ser atendidas e como estruturar a documentação contábil desde o início.
Além disso, o contador poderá ajudar a igreja a regularizar pendências passadas, se houver, e montar um plano de ação para manter tudo regularizado daqui pra frente.
Quais documentos e informações são obrigatórias para a contabilidade da Igreja?
Conforme mencionado anteriormente, a Igreja precisa ter um controle completo do todas as movimentações financeiras recebidas e realizadas.
E a partir disso, é necessário enviar esses relatórios para a Assessoria Contábil, pois não é possível que o pastor ou tesoureiro realizem a prestação de contas sozinhos.
Declarações obrigatórias para Igrejas
Em resumo, entre as principais obrigações de uma Igreja estão:
- ECF (Escrituração Contábil Fiscal) – deve ser entregue anualmente com base nos relatórios financeiros.
- DCTFWeb (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais) – informa os tributos federais que a igreja eventualmente possa recolher.
- eSocial – em caso de pagamentos à pessoas físicas, essas obrigações trabalhistas também são exigidas.
Com o apoio de uma assessoria contábil qualificada, a igreja consegue manter todas essas exigências em dia, evitando multas e a declaração do seu CNPJ como INAPTO.
Boas práticas de gestão financeira para sua Igreja mantar a contabilidade em dia
Para manter a contabilidade atualizada, adote rotinas simples, como:
- Registre tudo: cada entrada e saída deve ser documentada. Evite movimentações em dinheiro e sem controle.
- Tenha um responsável: nomeie uma pessoa de confiança para cuidar das finanças da igreja, em conjunto com o contador.
- Use ferramentas digitais: planilhas e sistemas de gestão financeira vão facilitar o acompanhamento.
- Contatos regulares com o contador: mantenha o profissional informado sobre qualquer mudança e mantenha os relatórios atualizados.
- Prestação de contas aos membros: promover reuniões com relatórios simples aumenta a transparência e engaja os membros a contribuírem mais.
Conclusão: Mantenha a contabilidade atualizada
Organizar a contabilidade da igreja não é apenas uma questão burocrática, é uma demonstração de zelo, transparência e compromisso com a missão que Deus confiou à liderança.
Pois manter as finanças em ordem protege a instituição, fortalece a confiança dos membros e permite que os projetos cresçam com segurança.
Portanto, se você precisa organizar a contabilidade da sua Igreja, entre em contato conosco!











