Como fazer o Orçamento Anual da Igreja?

Resposta direta: O orçamento anual da Igreja é o relatório que define quanto a Igreja prevê arrecadar e quanto pretende gastar ao longo do ano, que pode ser dividido por categorias ou ministérios. Para montá-lo, o tesoureiro deve: levantar as receitas e despesas dos 12 meses anteriores, projetar as entradas esperadas para o próximo período, listar todas as despesas fixas e variáveis, reservar entre 5% e 10% para emergências, e distribuir o restante conforme as prioridades do Ministério. O orçamento deve ser revisado trimestralmente e o ideal é que seja apresentado e aprovado em Assembleia Geral.

Atualmente, a sua Igreja termina o ano sem saber para onde foi o dinheiro?

Infelizmente essa é uma realidade dolorosa para muitos pastores e quase sempre tem a mesma causa: a ausência de um planejamento.

 

Como fazer o Orçamento Anual da Igreja

Pois sem um orçamento anual, a igreja funciona sempre com base no improviso, fazendo que é possível para manter as contas em dia!

Além disso, a própria Palavra já ensina: “Quem de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro e computa as despesas?” (Lucas 14:28).

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Por isso, preparamos este guia completo para que o seu tesoureiro consiga montar o orçamento anual da Igreja do zero.

Por que a Igreja precisa de um orçamento anual?

Primeiramente, sem um planejamento do orçamento anual, a Igreja fica exposta a dois riscos sérios:

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  • Risco financeiro: gastar mais do que arrecada, acumulando dívidas e comprometendo a continuidade do Ministério;
  • Risco de credibilidade: membros que contribuem com dízimos e ofertas esperam transparência. E uma Igreja sem planejamento financeiro gera incerteza;

Portanto, o orçamento anual da Igreja é um instrumento que permite à Igreja crescer com segurança, honrar seus compromissos e investir no que realmente importa.

Relatório da Tesouraria x Orçamento anual da Igreja: qual é a diferença?

Embora essa seja uma dúvida frequente, a diferença é muito simples:

O Relatório da Tesouraria é o registro do que já aconteceu, ou seja, o registro e conciliação bancária de todas as entradas e saídas financeira da Igreja.

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Orçamento anual é o planejamento do que vai acontecer: receitas previstas, despesas autorizadas e metas por ministério, por exemplo.

Portanto, embora sejam realizados em diferentes momentos, ambos são de extrema importância na gestão financeira da Igreja.

Passo a passo para elaborar o Orçamento Anual da Igreja:

Passo 1: Levante o histórico financeiro dos últimos 12 meses

Em primeiro lugar, o ponto de partida de para elaborar o orçamento anual da igreja é entender o que já aconteceu na Igreja.

Pois antes de projetar o futuro, é preciso conhecer o passado.

Por isso, reúna os extratos bancários, relatórios da tesouraria e comprovantes de pagamento dos últimos 12 meses.

Pois com essas informações em mãos, você conseguirá identificar padrões como meses de maior arrecadação, despesas que surgem todo ano em datas específicas e gastos inesperados que se repetem.

Como identificar as fontes de receita da Igreja?

Em princípio, as receitas de uma Igreja geralmente se dividem em:

  • Dízimos regulares: contribuição mensal dos membros e costuma ser a fonte mais previsível;
  • Ofertas avulsas: recebidas espontaneamente nos cultos, sem um propósito específico definido pelo pastor;
  • Ofertas missionárias e campanhas especiais: arrecadação direcionada a projetos específicos do Ministério;
  • Doações específicas: feitas por membros ou parceiros para construções, reformas ou projetos sociais;

Separe cada fonte e registre os valores mês a mês, pois isso vai mostrar os períodos com maior arrecadação, algo essencial para projetar o próximo ano com realismo.

Como mapear todas as despesas da Igreja?

Em suma, as despesas se dividem em dois grupos principais:

Despesas fixas, que ocorrem todo mês, no mesmo valor aproximado, como:

  • Aluguel ou parcela do financiamento do imóvel;
  • Água, energia elétrica, internet e telefone;
  • Prebenda pastoral e salários de funcionários;
  • Contribuições previdenciárias (INSS);
  • Assessoria contábil mensal obrigatória;

Despesas variáveis, que ocorrem em momentos específicos ou com valores que oscilam:

  • Materiais de limpeza e escritório;
  • Manutenção e reparos;
  • Eventos, cultos especiais, confraternizações;
  • Projetos de evangelismo e missões;
  • Capacitação de líderes;

Lembrando que despesas variáveis não são menos importantes e precisam estar no orçamento, mesmo que como estimativa.

Passo 2: Faça a projeção de receitas para o próximo ano

Com o histórico em mãos, é hora de projetar quanto a Igreja pretende arrecadar no próximo ano.

Mas seja realista, pois um orçamento otimista demais gera frustração e falta de recursos no meio do ano e um orçamento conservador demais limita o crescimento.

Como estimar o volume de dízimos com base no cadastro de dizimistas?

Nesse caso, o cadastro de dizimistas é uma ferramenta importante para essa projeção.

Pois se a sua Igreja mantém registro atualizado dos membros dizimistas, você consegue estimar com mais precisão a receita mensal de dízimos.

Por exemplo: se a Igreja tem 80 dizimistas ativos com contribuição média de R$ 200,00, a previsão mensal é de R$ 16.000,00.

Aplique esse raciocínio mês a mês, considerando os meses de menor frequência como férias e feriados.

Se o cadastro de dizimistas ainda não existe na sua Igreja, você pode usar uma planilha.

Mas se você é um cliente do Contabilidade para Igrejas, você pode utilizar o Themplus de maneira gratuita para fazer a gestão da membresia do seu Ministério.

Passo 3: Classifique as despesas

Agora que você sabe quanto a Igreja arrecada, é hora de definir quanto e como gastar.

Despesas fixas obrigatórias

Sem dúvidas, estas são as primeiras a entrar no orçamento, pois são os compromissos que a Igreja já assumiu e que precisam ser honrados todo mês.

Portanto, some todas e registre o total mensal.

A seguir, veja alguns exemplos de despesas obrigatórias mais comuns:

  • Aluguel;
  • Energia elétrica;
  • Água e Esgoto;
  • Assessoria Contábil mensal;
  • Compras parceladas de equipamentos e instrumentos.

Despesas variáveis por ministério

Como próximo passo, liste o que cada ministério precisa para funcionar ao longo do ano: louvor, jovens, crianças, ação social, células e comunicação.

Em seguida, converse com os líderes de cada área e peça uma estimativa de necessidades para o próximo ano.

Outro detalhe importante: esse processo de ouvir os ministérios aumenta o engajamento da liderança com o orçamento.

Pois quando as pessoas participam da construção, sentem-se responsáveis pelo cumprimento.

Investimentos: infraestrutura, missões e capacitação

Por fim, reserve espaço para os investimentos que fazem a Igreja crescer, como:

  • Reformas ou melhorias no espaço físico;
  • Aquisição de equipamentos (som, iluminação, transmissão ao vivo, etc);
  • Apoio a missionários e projetos de evangelismo;
  • Capacitação de pastores, líderes e equipes;

Passo 4: Crie o fundo de reserva da Igreja

Sem dúvidas, todo orçamento saudável prevê uma reserva financeira para emergências.

Porém, infelizmente, as Igrejas que não têm fundo de reserva ficam vulneráveis a qualquer imprevisto como um reparo urgente no telhado, uma queda temporária na arrecadação ou uma crise econômica que afeta os membros.

Portanto, a recomendação geral é reservar entre 5% e 10% da receita mensal até acumular o equivalente a 3 a 6 meses de despesas fixas.

Só para exemplificar, o período da pandemia de Covid-19 foi um exemplo claro: igrejas que tinham fundo de reserva conseguiram honrar seus compromissos mesmo com os cultos presenciais suspensos.

Já as que não tinham enfrentaram dívidas e dificuldades que levaram meses para ser resolvidas ou até mesmo levou ao fim dos Ministérios.

Passo 5: Distribua o orçamento por categorias e ministérios

Com todas as informações levantadas, você pode agora distribuir os recursos de forma estruturada.

Como referência, utilize percentuais próximos a este modelo:

Categoria Percentual sugerido da receita mensal
Despesas operacionais fixas Até 50%
Ministérios e programas 20% a 30%
Missões e ação social 10%
Fundo de reserva 5% a 10%
Investimentos e infraestrutura Restante disponível

Em princípio, esses percentuais são referências e não regras absolutas, pois cada Igreja tem uma realidade e necessidade diferente.

Se as despesas previstas superam as receitas, revise as prioridades antes de prosseguir com o orçamento.

Pois muitas vezes, cortar uma despesa é difícil, mas um orçamento negativo vai criar problemas maiores ao longo do ano.

Passo 6: Apresente o orçamento à liderança

Em seguida, apresente o orçamento anual da Igreja ao líderes e diretoria do Ministério.

Pois ele precisa ser apresentado, discutido e aprovado pela liderança da Igreja, para que todos saibam quais decisões poderão tomar quando o assunto for dinheiro!

Passo 7: Acompanhe e ajuste o orçamento ao longo do ano

A medida que você vai montando um orçamento, também é preciso ir acompanhando com regularidade.

Embora o orçamento geralmente seja elaborado em dezembro, sempre visando o ano seguinte, é possível iniciar este planejamento de acordo com a sua necessidade.

Portanto, se você estiver lendo este artigo no meio do ano, você pode se planejar para o próximo semestre e criar um novo orçamento em dezembro, visando o ano seguinte.

Por fim, com o intuito de ter uma boa visão da vida financeira da Igreja, você pode acompanhar o orçamento mensalmente, trimestralmente ou anualmente, de acordo com o tamanho e necessidades da sua igreja.

Quais ferramentas usar para fazer o orçamento da Igreja?

Planilha de Excel ou Google Sheets

Para igrejas menores, uma planilha bem estruturada já resolve.

Atualmente, o Google Sheets tem a vantagem de ser acessível de qualquer dispositivo e pode ser compartilhado com a liderança da Igreja em tempo real.

Desse modo, organize a planilha com abas separadas para: receitas mensais, despesas por categoria, fundo de reserva e comparativo previsto x realizado.

Se você precisa de uma planilha pronta, adquira nosso KIT com 8 Planilhas para Igrejas.

Software de gestão financeira para igrejas

Já para igrejas com maior volume de movimentação ou com múltiplos ministérios, um software especializado facilita muito o trabalho.

O Themplus, por exemplo, foi desenvolvido especialmente para a gestão financeira de igrejas, com controle de dízimos, relatórios de tesouraria, fluxo de caixa e acompanhamento de orçamento em um só lugar.

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Vale lembrar que o Themplus é disponibilizado de maneira gratuita para os clientes do Contabilidade para Igrejas.

Quais são os erros que comprometem o orçamento da Igreja?

Ao longo de anos de assessoria contábil a igrejas no Brasil, identificamos os erros mais comuns:

Misturar conta da Igreja com conta pessoal do pastor ou do tesoureiro:

Infelizmente, esse é o erro muito comum e mais grave na gestão financeira de uma Igreja, pois gera confusão patrimonial e pode trazer consequências fiscais sérias para as pessoas envolvidas.

Não registrar todas as entradas:

Como todos sabemos, todas as receitas e despesas das Igrejas precisam ser registradas detalhadamente, com seus devidos comprovantes de pagamento.

Pois além de conseguir cumprir as obrigações fiscais da Igreja de maneira correta, com os registros em dia o pastor consegue tomar decisões com base em dados concretos, e não apenas em achismo!

Montar o orçamento sem ouvir os ministérios:

Com toda certeza, um orçamento construído de cima para baixo, sem considerar as necessidades reais de cada área, gera conflitos e desengajamento da liderança.

Por isso, mesmo que a decisão final seja do Pastor, a elaboração do orçamento precisa levar em consideração a visão dos líderes de ministério, que vão apresentar ideias e necessidades da Igreja.

Não revisar o orçamento ao longo do ano:

Sem dúvidas, um orçamento desatualizado e que não é consultado, é um relatório inútil!

Pois a realidade da Igreja já mudou, mas as decisões ainda seguem um planejamento que não reflete mais a situação da Igreja.

Por isso, sempre faça uma revisão para identificar oscilações tanto nas receitas quanto das despesas, com o intuito de manter o planejamento e evitar surpresas.

Perguntas frequentes sobre Orçamento Anual da Igreja

Quando a Igreja deve elaborar o orçamento anual?

O ideal é elaborar o orçamento no último trimestre do ano anterior (de outubro a dezembro), para que esteja pronto e aprovado antes do início de janeiro.

Quem é responsável por fazer o orçamento da Igreja?

Geralmente, o tesoureiro é o responsável direto pela elaboração. Porém, o processo deve envolver o pastor presidente, os líderes de ministério e, sempre que possível, o conselho fiscal.

O orçamento da Igreja precisa ser aprovado em Assembleia Geral?

Depende do que o Estatuto da Igreja determina. Em muitas igrejas, o orçamento anual é apresentado e aprovado na Assembleia Geral Ordinária do início do ano. Por isso, verifique o que prevê o Estatuto da sua Igreja.

Qual percentual da receita a Igreja deve destinar às despesas fixas?

Não existe um percentual único aplicável a todas as igrejas. Como referência, despesas operacionais fixas devem consumir no máximo 50% da receita mensal, deixando espaço para ministérios, missões e reserva. As Igrejas que gastam mais de 70% da receita em despesas fixas precisam revisar sua estrutura de custos.

O que é fundo de reserva e por que a Igreja precisa de um?

É uma reserva financeira acumulada para situações imprevistas, como reparos urgentes, queda temporária na arrecadação ou crises econômicas que afetam os membros. A recomendação é acumular o equivalente a 3 a 6 meses de despesas fixas.

A Igreja precisa de contador para fazer o orçamento?

O orçamento pode ser elaborado pelo tesoureiro internamente. Mas um contador especializado em igrejas é indispensável para garantir que os registros contábeis estejam corretos, que as obrigações acessórias sejam cumpridas e que a Igreja não acumule irregularidades junto à Receita Federal, que podem resultar em multas e inaptidão do CNPJ.

Conclusão

O orçamento anual é uma ferramenta de gestão essencial para as Igrejas.

Pois com ele, o pastor passa a tomar decisões com consciência, transparência e responsabilidade.

E se a sua Igreja precisa de uma Assessoria Contábil especializada, entre em contato com o Contabilidade para Igrejas.

Nossa equipe está pronta para ajudar o seu Ministério a crescer com organização, transparência e segurança contábil.

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