Com toda a certeza, a Tesouraria da Igreja é fundamental para o crescimento do Ministério!
Pois sem uma tesouraria organizada, os projetos da Igreja ficam paralisados, dívidas podem surgir e a confiança dos membros no pastor pode ser abalada.
Por outro lado, quando as finanças da Igreja estão em ordem, o pastor pode investir em evangelismo e servir à comunidade com mais tranquilidade.
Por isso, acompanhe este guia completo e descubra como estruturar a Tesouraria da sua Igreja da maneira correta!
Neste artigo, você verá:
O que é a Tesouraria da Igreja?
Em resumo, a Tesouraria é o departamento responsável por administrar todas as entradas e saídas financeiras da Igreja, que inclui:
- o recebimento de dízimos e ofertas;
- o pagamento de contas como água, luz e aluguel do templo;
- a gestão da folha de pagamento de pastores e funcionários;
- a contratação de serviços como Assessoria Contábil e Financeira;
- e o controle do patrimônio do Ministério.
Em primeiro lugar, é importante entender que a Igreja, apesar de ser uma entidade religiosa sem fins lucrativos, possui obrigações financeiras, contábeis, fiscais e trabalhistas.
Por isso, a Tesouraria é a base de toda a administração do Ministério, que sustenta e gerencia todas as atividades da Igreja.
Qual é a função do Tesoureiro da Igreja?
À frente da Tesouraria está o tesoureiro, um dos cargos mais importantes da diretoria de uma Igreja.
Lembrando que, via de regra, suas atribuições devem estar previstas no Estatuto Social da Igreja.
Entre as principais responsabilidades do tesoureiro, estão:
- Registrar todas as entradas e saídas financeiras, como dízimos, ofertas, doações e despesas do dia a dia;
- Apresentar relatórios financeiros ao conselho fiscal ou ao Pastor Presidente;
- Enviar mensalmente os relatórios financeiros para o contador da Igreja;
- Arquivar notas fiscais, recibos e contratos para comprovação das movimentações.
Outro detalhe importante: o tesoureiro precisa ser uma pessoa de confiança, com maturidade cristã, organizada e com conhecimento básico em finanças.
Como organizar a Tesouraria da Igreja: passo a passo
1. Faça um levantamento financeiro completo
O primeiro passo é conhecer a realidade financeira da Igreja.
Liste todas as dívidas de curto e longo prazo existentes e as contas fixas mensais (aluguel, energia, assessoria contábil e internet).
Pois com esse relatórios em mãos, o pastor juntamente com o tesoureiro conseguem planejar os próximos passos com clareza.
2. Separe as contas da Igreja das contas pessoais
Em seguida, é fundamental que a Igreja tenha uma conta bancária própria, vinculada ao CNPJ do Ministério.
Pois misturar as finanças da Igreja com as finanças pessoais do pastor é um erro grave, que pode gerar problemas sérios com a Receita Federal.
3. Registre tudo em um Software de gestão financeira
Como todos sabemos, todas as movimentações financeiras devem ser registradas de maneira detalhada, com os seus devidos comprovantes.
E a melhor maneira de fazer uma boa gestão financeira da igreja é utilizando um software de gestão financeira que se adeque a necessidade da sua igreja.
Aqui no Contabilidade para Igrejas, nós disponibilizamos de maneira gratuita o Themplus, que é um software criado para atender a demanda das pequenas igrejas.
4. Monte um calendário de pagamentos
Para não perder prazos, organize um calendário com todas as datas de vencimento das contas fixas e variáveis.
Pois contas em atraso geram multas, juros e podem comprometer a credibilidade da Igreja perante fornecedores e a comunidade.
5. Produza relatórios financeiros periódicos
Inegavelmente, a transparência é um dos pilares de qualquer Igreja séria.
Por isso, a Tesouraria deve apresentar relatórios financeiros periódicos (que podem ser mensais, trimestrais ou semestrais) aos líderes ou membros da Igreja.
Pois com toda a certeza, isso fortalece a confiança da membresia e mostra responsabilidade na gestão dos recursos do Ministério.
Tesouraria da Igreja e as Obrigações Fiscais e Contábeis
Aqui está um ponto que muitos pastores e tesoureiros desconhecem: a Igreja é imune ao pagamento de tributos sobre suas receitas de doações, mas não está isenta de entregar informações ao fisco.
Em primeiro lugar, toda Igreja é obrigada a ter um CNPJ ativo e precisa cumprir uma série de obrigações acessórias junto à Receita Federal, independentemente de ter ou não movimento financeiro no período.
E é justamente nesse ponto que a Tesouraria e a Contabilidade precisam trabalhar juntas.
Pois como já mencionamos, o tesoureiro é responsável por registrar e organizar toda a movimentação financeira.
Já o contador é o profissional habilitado para transformar esses registros em demonstrações contábeis e nas declarações exigidas pelo FISCO e garantir que a Igreja esteja cumprindo a legislação.
Outro ponto importante é que a Igreja não conta com nenhum benefício em relações trabalhistas.
Portanto, se ela possui funcionários ou pastores com vínculo empregatício, precisa arcar com todos os direitos trabalhistas previstos na legislação, como FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), férias e 13º salário.
Por isso, contar com um escritório de contabilidade especializado em igrejas não é opcional, mas uma necessidade para quem quer manter o Ministério regularizado e seguro.
Os principais erros da Tesouraria da Igreja
Antes de concluir, vale destacar os erros mais comuns que devem ser evitados pelo Tesoureiro e pelo Pastor:
1. Pastor acumulando a função de tesoureiro:
Infelizmente, este é um erro muito comum, principalmente em pequenos Ministérios, pois o Pastor geralmente não possui pessoas de confiança para delegar esta função tão importante na área administrativa.
Por isso, o ideal é que o Pastor realize treinamentos e capacitação de voluntários da Igreja para que, aos poucos, ele possa delegar esta função por completo para se dedicar mais às funções espirituais.
2. Ausência de conta bancária própria da Igreja:
Sem uma conta bancária no CNPJ da instituição, fica impossível ter controle real das finanças e cumprir as obrigações contábeis adequadamente.
E em casos em que a Igreja não possui a própria conta bancária, geralmente o pastor utiliza a sua própria conta, o que é um erro que pode gerar multas e até mesmo fazer com que o pastor seja tributado!
3. Falta de prestação de contas:
Toda congregação tem o direito de saber como seus dízimos e ofertas estão sendo utilizados.
E quando os membros entendem como os recursos estão sendo utilizados, o engajamento aumenta e a Igreja cresce!
Outro ponto importante é que muitos pastores não realizam a prestação de contas com o governo, fazendo com que a Igreja receba multas e tenha seu CNPJ declarado como INAPTO!
4. Não contar com um contador especializado:
E por fim, a contabilidade das igrejas possuem alguns detalhes que nem todo contador possui conhecimento.
Portanto, buscar uma assessoria contábil especializada faz toda a diferença na gestão financeira, fiscal e contábil da sua Igreja.
Conclusão
Sem dúvidas, uma Tesouraria da Igreja bem organizada é o que permite ao Ministério cumprir sua missão com liberdade e segurança.
Pois quando as finanças da Igreja estão em ordem, a Igreja pode crescer, investir em missões, apoiar projetos sociais e dar um bom testemunho perante a comunidade.
Portanto, se você quer organizar a Tesouraria da sua Igreja da maneira correta, com respaldo contábil, fiscal e trabalhista, entre em contato conosco e solicite um orçamento.














