De quantas pessoas preciso para formar a diretoria de uma Igreja?

Diretoria de uma Igreja

Se você pretende abrir uma igreja, provavelmente você já teve essa dúvida: De quantas pessoas preciso para formar a diretoria de uma Igreja Evangélica?

Formar uma diretoria está longe de ser uma tarefa fácil. Encontrar pessoas comprometidas e disponíveis torna a tarefa de montar a diretoria algo extremamente complexo.

Para lhe auxiliar, elaboramos este artigo para responder as seguintes perguntas:

  • De quantas pessoas preciso para formar a diretoria de uma Igreja?
  • Quais são os cargos necessários para formar uma diretoria?
  • Conselho Fiscal: Minha Igreja está obrigada a ter um?
  • É possível diminuir o número de membros da diretoria de uma igreja que já está aberta?

De quantas pessoas preciso para formar a diretoria de uma Igreja?

Em Igrejas com o Regime de Governo Episcopal, em que o pastor presidente toma as decisões, manter poucas pessoas na diretoria talvez seja a melhor opção, pois centraliza a tomada de decisões no pastor presidente, facilitando a administração da igreja.

Em Igrejas onde a tomada de decisão é feita por um grupo de pessoas ou de líderes, é possível se ter um número maior de membros na diretoria. Tudo vai depender do tipo de governo eclesiástico escolhido na elaboração do estatuto.

Não existe na legislação brasileira uma lei que determine a quantidade de membros de uma diretoria, nem o mínimo, nem o máximo.

Existem Igrejas que possuem apenas um membro na diretoria. Nesses casos, a Igreja pode até ser dissolvida em caso de falecimento do presidente.

Em Comunidades e Ministérios independentes, é muito comum que apenas o pastor e sua esposa componham a diretoria, sem que haja a necessidade de se realizar eleições periodicamente.

Quais os cargos são necessários para formar uma diretoria?

Os cargos mais comuns na composição de uma diretoria são os seguintes: Presidente, Vice-Presidente, Tesoureiro e Secretário, sendo estes dois últimos, podendo ter o 1º e 2º.

Porém, também não existe na legislação nenhuma nomenclatura que determine os cargos necessários. O que existe é um costume seguido pelas igrejas e cartórios para a escolha dos cargos e a composição da diretoria.

Nomenclaturas com Diretor, Diretor Adjunto ou Representante até podem ser utilizados, desde que se destaque a responsabilidade civil, discriminando quem deve ser o representante legal da Igreja.

Conselho Fiscal: Minha Igreja está obrigada a ter um?

A função do Conselho Fiscal é exatamente fiscalizar as ações praticadas pelos administradores da Igreja, principalmente as que estão ligadas ao uso dos recursos da mesma, como demonstrações financeiras e contábeis.

Porém, a existência do conselho fiscal não é obrigatória. A criação do Conselho Fiscal pode ser muito importante para Igrejas que possuem um Regime de Governo Congregacional ou Presbiterial, pois a tomada de decisões envolve várias pessoas.

Em Igrejas em que a tomada de decisão é única e exclusiva do pastor presidente, onde por diversas vezes o mesmo investe recursos próprios para o desenvolvimento da Obra, a existência do Conselho Fiscal não faz muito sentido.

Caso a Igreja decida pela criação do Conselho, o assunto deve ser abordado de maneira minuciosa no Estatuto, discriminando como serão feitas as reuniões e quem pode participar do Conselho Fiscal.

É possível diminuir o número de membros da diretoria de uma Igreja que já está aberta?

Recebemos constantemente Igrejas em nosso escritório Igrejas que possuem um Estatuto que não está de acordo com a forma de administração que a Igreja adota no seu dia a dia.

Por falta de orientação, muitos pastores utilizam modelos de Estatuto retirados da internet, o que é um grande erro e pode trazer problemas sérios para a Igreja e até mesmo para o pastor.

Em muitos casos, por falta de conhecimento, recebemos igrejas com muitos membros na diretoria, que na realidade diária, não exercem nenhuma função e foram colocados nos cargos apenas para preencher uma exigência do cartório.

Em casos como este, se faz necessário realizar uma Reforma Estatutária, reduzindo a quantidade de pessoas necessárias para compor a diretoria da igreja.

Porém, uma reforma estatutária gera despesas com registro em cartório. Por isso, para abrir uma Igreja, é muito importante saber como elaborar um estatuto de maneira correta.

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Marcelo Dias
Fundador do Contabilidade para Igrejas e sócio da Étika Soluções Consultoria Contábil
Cristão, Carioca, Formado em Redes de Computadores, mas apaixonado por Gestão e Futebol! Em 2011 me juntei à minha esposa na Étika Soluções Consultoria Contábil e em 2017 fundamos o Contabilidade para Igrejas, uma Assessoria Contábil especializada em Igrejas Evangélicas. Desde então, nos dedicamos a ajudar Igrejas Evangélicas a se manterem regularizadas.