Livro caixa da Igreja: como preencher e enviar para o contador

O livro caixa da Igreja é o registro de todas as entradas e saídas financeiras do Ministério, como dízimos, ofertas, doações e despesas administrativas. Ele serve de base para a prestação de contas à congregação e, principalmente ao Governo, através do trabalho do contador da Igreja, que é responsável pela escrituração contábil. Mesmo as Igrejas sendo imunes de impostos, elas precisam manter esse controle organizado, pois ele comprova a correta aplicação dos recursos recebidos. Por isso, preencher e enviar o livro caixa ao contador todos os meses é uma das tarefas mais importantes da tesouraria da Igreja.

Livro caixa da Igreja como preencher e enviar para o contador

Se você é tesoureiro ou pastor e ainda não tem uma rotina clara para registrar as finanças da Igreja, este artigo vai te ajudar a organizar esse processo do zero.

Infelizmente, muitas Igrejas ainda controlam o dinheiro de maneira informal, sem separar bem entradas e saídas, e isso gera insegurança na hora de enviar informações ao contador da Igreja ou de prestar contas ao Governo.

Por isso, acompanhe este guia completo e veja como preencher o livro caixa da sua Igreja da forma correta, mês a mês.

O que é o livro caixa de uma Igreja?

Em resumo, o livro caixa é o documento onde ficam registradas, em ordem cronológica, todas as movimentações financeiras da Igreja, como dízimos e ofertas, que são as receitas, além das despesas como aluguel, energia elétrica e assessoria contábil.

Portanto, sua função é mostrar de onde veio cada valor recebido e para onde foi cada valor gasto, com data, descrição e saldo atualizado.

Desse modo, no fim do período, o saldo do livro caixa deve bater com o saldo real em caixa ou na conta bancária da Igreja.

Para que serve o Livro Caixa da Igreja?

Em princípio, o livro caixa serve para três finalidades principais: ajustar na gestão financeira da Igreja, servir de base para prestação de contas com o Governo e dar transparência à gestão do Ministério.

Pois sem esse registro organizado, fica praticamente impossível saber com segurança quanto a Igreja arrecadou e gastou em determinado mês.

O Livro caixa é obrigatório para Igrejas?

Atualmente as Igrejas, que são entidades sem fins lucrativos, são obrigadas a manter a escrituração contábil organizada e validada pelo contador da Igreja.

Desse modo, alimentar o Livro Caixa não é opcional, pois é com base nele que as informações são contabilizadas.

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Lembrando que a imunidade tributária das Igrejas, prevista na Constituição Federal, exige inclusive, que a aplicação dos recursos financeiros do Ministério sejam comprovadas.

Livro caixa físico, planilha ou software: qual usar na Igreja?

Por lei, não existe um único formato correto, mas existe o formato mais adequado para o tamanho e a rotina de cada Igreja.

E para decidir, vale entender as vantagens e limitações de cada opção antes de escolher.

a – Livro caixa de papel: limitações e riscos

Infelizmente, o livro caixa físico ainda é usado por Igrejas menores.

Porém, ele traz riscos importantes como:

  • possibilidade de perda do livro;
  • dificuldade na leitura do texto escrito a mão;
  • dificuldade para somar valores inseridos;
  • e falta de uma cópia de segurança.

Outro detalhe importante é que esse formato dificulta o envio das informações ao contador, o que pode atrasar a escrituração contábil.

Planilha para Igrejas: quando faz sentido

Já a planilha é uma boa evolução para Igrejas que já têm uma rotina financeira organizada, mas ainda não possuem recursos para contratar um software de gestão financeira.

Em geral, uma planilha permite somar valores automaticamente, criar categorias de receitas e despesas e gerar relatórios simples.

Temos inclusive um Kit de planilhas para Igrejas disponível para facilitar esse processo.

Com ele, você vai conseguir controlar não apenas o financeiro, mas também os membros, voluntários e eventos do seu Ministério.

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Software de gestão: quando vale investir

Para resumir, utilizar um software de gestão financeira sempre é a melhor opção.

E é por isso que aqui no Contabilidade para Igrejas nós disponibilizamos o Themplus para todos os nossos clientes sem nenhum custo!

Com o Themplus, você organiza os lançamentos, importa extratos bancários, gera relatórios automáticos e facilita o envio direto das informações para o contador, reduzindo erros manuais.

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O que deve ser registrado no livro caixa da Igreja?

Registre todo valor que entra ou sai do caixa da Igreja, sem exceção.

Isso vale tanto para valores em dinheiro quanto para movimentações feitas via Pix ou transferência bancária.

Entradas: dízimos, ofertas, doações e eventos

As entradas mais comuns são dízimos, ofertas de culto, doações espontâneas e valores arrecadados em eventos, como bazares e campanhas.

Cada entrada deve ser lançada com a data do recebimento e uma descrição clara da origem do valor.

Veja como fazer os lançamentos:

Livro Caixa para Igrejas - Como preencher as entradas corretamente

Saídas: despesas administrativas, salários, manutenção

Já as saídas incluem despesas administrativas, energia elétrica, aluguel do templo, manutenção do espaço, honorários contábeis, materiais de uso interno e a folha de pagamento de pastores e funcionários, quando existir.

Lembrando que toda saída precisa ter um comprovante correspondente, como nota fiscal, recibo ou comprovante de transferência.

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Veja como fazer os lançamentos:

Livro Caixa para Igrejas - Como preencher as saídas corretamente

Como categorizar as movimentações no Livro Caixa

Certamente, categorizar as movimentações facilita muito a leitura do livro caixa e o bom trabalho do contador.

Portanto, uma boa prática é separar as entradas por tipo (dízimo, oferta, doação, evento) e as saídas por finalidade (administrativa, folha de pagamento, manutenção, ação social).

Assim, fica mais fácil entender para onde o dinheiro da Igreja está indo.

Como preencher o livro caixa da Igreja: passo a passo

Com a estrutura definida, o próximo passo é criar uma rotina de preenchimento.

Sem dúvidas, a frequência no preenchimento dos registros faz toda a diferença na qualidade final do controle financeiro.

Frequência ideal dos registros

Em princípio, o ideal é registrar cada entrada e cada saída no mesmo dia em que ela acontece, ou, no máximo, até o dia seguinte.

Deixar o preenchimento acumular para o fim do mês aumenta muito a chance de esquecer valores ou perder comprovantes.

Se a rotina diário for ruim para você, aconselhamos a realizar pelo menos um preenchimento semanal.

Como registrar entradas e saídas no Livro Caixa corretamente

Cada lançamento deve conter, no mínimo, quatro informações: data, descrição do movimento, valor e categoria.

Em seguida, some as entradas e subtraia as saídas para encontrar o saldo final.

Como fechar o caixa ao final do culto

Ao final de cada culto ou evento com arrecadação, o ideal é que duas pessoas confiram juntas o valor recebido antes de lançá-lo no livro caixa.

Esse fechamento em dupla reduz o risco de erros e também protege quem está responsável pelo dinheiro naquele momento.

Como conciliar com o extrato bancário

Por fim, confira o saldo do livro caixa periodicamente com o extrato da conta bancária da Igreja.

Essa conciliação identifica rapidamente qualquer diferença, seja ela um erro de lançamento ou uma movimentação não registrada.

O que fazer após preencher o livro caixa da Igreja?

Em princípio, preencher o livro caixa é apenas metade do trabalho.

Em seguida, garanta que essas informações cheguem até o contador responsável pela Igreja.

Por que enviar o livro caixa para o contador da Igreja?

O contador usa o livro caixa como base para a escrituração contábil oficial da Igreja.

Sem esses dados, não é possível manter a contabilidade da Igreja em dia perante a Receita Federal.

O que o contador faz com as informações do Livro Caixa?

Com o livro caixa em mãos, o contador organiza os lançamentos contábeis, prepara os relatórios financeiros da Igreja e verifica se todas as obrigações acessórias estão sendo cumpridas corretamente.

Esse trabalho é o que garante segurança jurídica e fiscal para o Ministério, evitando que o CNPJ da Igreja seja declarado como inapto.

Quando a Igreja precisa enviar o Livro Caixa para o contador?

Sem dúvidas, mensalmente.

De preferência, sempre até os primeiros dias do mês seguinte ao registrado.

Isso dá tempo hábil para o contador organizar as informações e para a tesouraria corrigir qualquer inconsistência antes do fechamento contábil.

Como o Themplus facilita o envio do Livro Caixa?

Com toda a certeza, ferramentas como o Themplus ajudam a automatizar essa etapa, já que os lançamentos feitos pela tesouraria podem ser organizados e enviados diretamente ao contador, sem depender de planilhas soltas por e-mail.

Isso reduz retrabalho e diminui a chance de informação perdida no caminho.

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Erros comuns no preenchimento do Livro Caixa da Igreja

Infelizmente, muitas Igrejas cometem alguns erros recorrentes no controle financeiro do Ministério.

Veja quais são e como evitá-los:

Misturar finanças pessoais do pastor com as finanças da Igreja

Certamente esse é um dos erros mais graves e mais comuns na rotina da tesouraria da Igreja, conhecido como confusão patrimonial.

As contas pessoais do pastor, que geralmente é o responsável por administrar o dinheiro da Igreja, precisam estar sempre separadas das contas da Igreja.

Atualmente é muito comum que o pastor seja tributado no imposto de renda por receber os dízimos e ofertas em sua conta bancária pessoal, já que a Igreja não possui uma conta bancária própria.

Deixar registros acumulados para depois

Sem dúvidas, acumular lançamentos para fazer tudo de uma vez no fim do mês é um erro comum que aumenta o risco de esquecimento e de erro de valores.

E é por isso que aqui no Contabilidade para Igrejas nós sempre recomendamos que o Tesoureiro seja uma pessoa com disponibilidade e capacidade para exercer essa função tão importante para a gestão da Igreja.

Não guardar comprovantes das movimentações

Todo lançamento do livro caixa deveria ter um comprovante correspondente guardado, seja físico ou digital.

Pois sem esse respaldo, a Igreja fica impedida de realizar a prestação de contas com a Receita Federal da maneira correta.

Não ter dupla conferência e não enviar as informações ao contador

Depender de uma única pessoa para fazer o relatório da tesouraria e conferir os valores aumenta o risco de erro e de fraude.

Some a isso a falta de envio regular ao contador da Igreja, e o resultado é uma contabilidade sempre atrasada.

Por isso, sempre recomendamos que a Igreja tenha um Tesoureiro treinado e que mantenha um contato constante com a assessoria contábil da Igreja.

Conclusão

Conforme vimos acima, o livro caixa da Igreja é a base de toda a organização financeira do Ministério.

Ele garante transparência com a congregação e a prestação de contas com o Governo.

Por isso, escolher o formato certo, criar uma rotina de preenchimento e enviar as informações mensalmente ao contador são passos que não podem ficar de lado.

Portanto, se você deseja aprimorar a gestão financeira do seu Ministério, dê uma olhada em nosso curso de gestão financeira para Igrejas!

E se você precisa regularizar seu Ministério, entre em contato com nossa equipe!

O Livro Caixa substitui a contabilidade da Igreja?

Não. O livro caixa é a base de informações usada para a prestação de contas com a Receita Federal, mas não substitui a escrituração contábil oficial validada pelo contador da Igreja. Ele é o registro do dia a dia da tesouraria, enquanto a contabilidade organiza esses dados de acordo com as normas técnicas e as obrigações fiscais da Igreja.

O Tesoureiro pode preencher o livro caixa sem ser contador?

Sim, o tesoureiro pode e deve ser o responsável pelo preenchimento diário do livro caixa, já que ele acompanha as movimentações de perto. No entanto, a organização contábil final e o envio das obrigações fiscais precisam ser feitos por um contador com registro ativo no CRC (Conselho Regional de Contabilidade).

Com qual frequência o tesoureiro deve atualizar o livro caixa?

Se possível, faça o lançamento de imediato. Quando isso não for possível, o prazo máximo recomendado é de um dia após a movimentação, para evitar acúmulo e esquecimento de lançamentos.

A Receita Federal pode exigir o livro caixa?

Sim. Como entidade sem fins lucrativos, a Igreja está sujeita a questionamento sobre a origem e o destino de seus recursos a qualquer momento. Por isso, tenha o livro caixa completo e organizado, junto com os comprovantes, para comprovação de que os recursos foram aplicados corretamente.

 

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