Por que não devo utilizar um modelo de estatuto de outra Igreja?

A busca por um modelo de Estatuto para Igrejas Evangélicas está entre os tópicos mais procurados na internet. Isso porquê o Estatuto é o documento mais importante no registro de uma igreja que está iniciando.

Hoje, a grande maioria dos pastores não são orientados de forma correta no momento de elaborar o seu Estatuto.

Posso utilizar um modelo de estatuto para minha Igreja?

É muito comum que pastores utilizem um modelo de estatuto de uma igreja, substituindo apenas os dados da igreja e da diretoria. Isso é um perigo!

Em nossos contatos com diversos pastores de todo o Brasil, sempre me questionam se possuo um modelo de estatuto para Igrejas Evangélicas, e minha resposta sempre é a mesma: “Não utilizamos modelos de Estatuto”.

Por isso, neste artigo, vamos explicar porque não utilizamos um modelo de estatuto e quais os riscos sua igreja corre ao utilizar um modelo de estatuto retirado da internet sem a devida análise.

Modelo de Estatuto: Tipos de Governo Eclesiástico

Primeiramente, um dos pontos a serem levados em consideração na elaboração de um estatuto é o tipo de governo eclesiástico exercido na igreja.

O tipo de governo vai definir como são tomadas as decisões na Igreja. Em resumo, os tipos de governo são definidos como:

  • Episcopal – Decisões são centralizadas no presidente;
  • Congregacional – Decisões são tomadas pelos membros através de voto em uma Assembleia Geral;
  • Presbiterial – Decisões são tomadas pelos líderes através de voto em uma Assembleia Geral;

Sendo assim, utilizar um modelo de estatuto que possui o regime de governo congregacional, não faria nenhum sentido para uma igreja que possuam o regime Episcopal.

Portanto, cada Igreja tem sua forma de governo e sua forma peculiar de tratar diversos assuntos. Por isso, não é recomendável a utilização de modelos de estatutos de outras Igrejas.

Modelo de Estatuto: Formação de Órgãos Administrativos

O Estatuto de uma Igreja Evangélica deve conter algumas itens obrigatórios para seu registro. Dentre esses itens, devemos citar com deve ser o modo de administração e representação da igreja.

Por isso, ao definir o modelo de administração, devemos formar a diretoria e o conselho fiscal, que não é obrigatório.

O grande problema é que a maior parte dos modelos de estatutos encontrados na internet possuem uma diretoria formada por várias pessoas e possuem um conselho fiscal.

Consequentemente, para preencher o modelo de estatuto utilizado, o pastor se vê numa tarefa extremamente complexa que é encontrar 6, 8, 10 pessoas para ocupar todos os cargos, que para a realidade da sua igreja não fazem o menor sentido!

Decisões importantes: Cuidados ao utilizar um Modelo de Estatuto

Talvez o ponto mais precise de atenção na utilização de modelos sejam as decisões importantes determinadas pelo estatuto.

Ao analisarmos um estatuto, perguntamos ao pastor sobre o seu tempo de mandato e se ele pode ser retirado do cargo. E na grande maioria das vezes o pastor diz que seu mandato deve ser por tempo indeterminado e que ele não pode ser retirado do cargo.

O grande problema é que o Estatuto, o documento que dita todas as regras de funcionamento da igreja, relata exatamente ao contrário do que o pastor tem em mente como modelo ideal de administração.

Por isso, sempre que vamos elaborar um estatuto, buscamos entender ao máximo com a igreja funciona no seu dia a dia e qual a visão do pastor e da igreja acerca de assuntos de extrema importância!

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Marcelo Dias
Fundador do Contabilidade para Igrejas e sócio da Étika Soluções Consultoria Contábil
Cristão, Carioca, Formado em Redes de Computadores, mas apaixonado por Gestão e Futebol! Em 2011 me juntei à minha esposa na Étika Soluções Consultoria Contábil e em 2017 fundamos o Contabilidade para Igrejas, uma Assessoria Contábil especializada em Igrejas Evangélicas. Desde então, nos dedicamos a ajudar Igrejas Evangélicas a se manterem regularizadas.