Gestão de Dízimos e Ofertas: como organizar e prestar contas?

Para fazer uma boa gestão de dízimos e ofertas, a igreja precisa registrar toda entrada culto a culto, manter uma conta bancária exclusiva no CNPJ da instituição, organizar receitas e despesas em um plano de contas simples e prestar contas de forma periódica aos membros e à Receita Federal. Mesmo sendo imune a impostos, a igreja continua obrigada a manter escrituração contábil e cumprir suas obrigações acessórias. Por isso, o acompanhamento de um contador especializado é o que garante transparência ao Ministério e mantém a Igreja regularizada.

Gestão de Dízimos e Ofertas como organizar e prestar contas

Se você é pastor, tesoureiro ou faz parte da administração da igreja, sabe que lidar com o dinheiro do Ministério é uma grande responsabilidade.

Pois um único registro perdido ou uma prestação de contas mal feita pode gerar desconfiança entre os membros e problemas sérios com a Receita Federal.

Porém, com processos simples e um pouco de disciplina, qualquer igreja consegue manter suas finanças transparentes e seguras.

Por isso, acompanhe este guia até o final e descubra como registrar, organizar e prestar contas dos dízimos e ofertas com o governo e com os membros do jeito certo.

O que é a Gestão de Dízimos e Ofertas e por que ela é importante?

Em suma, a gestão de dízimos e ofertas é o conjunto de práticas que a igreja usa para receber, registrar, guardar e prestar contas de todos os recursos que entram.

Por isso, a gestão dos recursos vai muito além de “anotar quanto entrou” e envolve controle, transparência e responsabilidade diante de Deus, dos membros e da legislação brasileira.

Qual a diferença entre dízimo, oferta e doação especial?

O dízimo, a oferta e a doação especial têm origens e finalidades diferentes, e entender isso ajuda no registro correto.

Em princípio, os dízimos costumam ser um valor fixo mensal e permitem ao Pastor ter uma previsibilidade na gestão financeira da Igreja.

Já as ofertas são espontâneas, porém de caráter variável.

Por fim, a doação especial normalmente tem uma finalidade específica, como uma campanha ou a compra de um bem para a igreja.

PLANILHA PARA IGREJAS BAIXE GRÁTIS

Por que a boa gestão financeira é fundamental para o Ministério?

Ao contrário do que muitos pensam, a Igreja precisa sim de uma gestão financeira e de controle de fluxo de caixa.

Em primeiro lugar, isso é importante pois os membros que enxergam clareza nas contas confiam mais e contribuem mais.

Além disso, uma boa gestão financeira protege a reputação da igreja e dá tranquilidade a quem a administra o Ministério, que nas pequenas igrejas, costuma ser o pastor presidente.

Por fim, a boa gestão dos Dízimos e Ofertas evita que a Igreja seja penalizada pelo Governo pela falta de cumprimento das obrigações fiscais.

O que a Lei diz sobre o recebimento de Dízimos e Ofertas nas igrejas?

Como todos sabemos, as igrejas são entidades sem fins lucrativos e possuem imunidade tributária sobre impostos, prevista no artigo 150, inciso VI, alínea “b” da Constituição Federal.

No entanto, essa imunidade não elimina a obrigação de manter a contabilidade da Igreja em dia e comprovar a origem lícita dos recursos.

Portanto, toda essa movimentação financeira precisa estar documentada e validade pelo contador da Igreja.

Quais são as responsabilidades do Tesoureiro na gestão de dízimos e ofertas?

Para resumir, o tesoureiro é a pessoa que cuida do dinheiro da igreja no dia a dia, mas ele não age sozinho e nem sem limites.

Portanto, sua função exige organização, capacidade técnica, disponibilidade, honestidade e prestação de contas constante.

O que o tesoureiro pode e não pode fazer com os dízimos e ofertas?

Primeiramente, o tesoureiro deve receber, registrar, guardar e efetuar pagamentos previamente autorizados pelo Pastor Presidente, pela Diretoria ou pelo Conselho Fiscal da Igreja.

abrir conta bancária igreja

Por outro lado, o que ele não pode fazer é movimentar recursos por conta bancária que não seja da Igreja, ou seja, em própria.

Pois o nenhum membro da Igreja, mesmo que seja o pastor ou tesoureiro, deve misturar o dinheiro da igreja com o dinheiro pessoal, que é uma prática chamada de confusão patrimonial.

Todo gasto precisa ter respaldo e ter sido aprovado pelos resposnáveis, seja em ata, orçamento aprovado ou autorização da liderança.

Como funciona a divisão de responsabilidades entre pastor, tesoureiro e conselho fiscal?

Acima de tudo, uma boa gestão se baseia na divisão das funções, evitando que uma pessoa tenha total poder de decisão e que também fique sobrecarregada.

De forma geral, o pastor lidera espiritualmente, mas também precisa estar envolvido na elaboração do Planejamento Estratégico da Igreja, pois ele é o responsável pela visão da Igreja.

Já o tesoureiro executa a parte financeira, ficando responsável não apenas por registrar os valores de entrada e saída, mas também por manter uma relação próxima com o Contador da Igreja responsável pela Igreja, evitando erros e demora no cumprimento de obrigações contábeis, fiscais e trabalhistas.

Por fim, o Conselho Fiscal acompanha e fiscaliza todas as decisões tomadas, com o intuito de identificar irregularidades e encontrar maneiras de melhorar a gestão financeira da igreja.

Portanto, podemos concluir que essa divisão evita concentração de poder e reduz o risco de erros e desvios.

Quais riscos a Igreja corre ao não prestar contas corretamente?

A falta de prestação de contas pode gerar consequências graves, que vão da perda de confiança dos membros até a responsabilização civil dos administradores.

Em casos mais sérios, a igreja pode receber multas por falta de cumprimento de obrigações com o FISCO, ter o CNPJ declarado como INAPTO e até perder benefícios da imunidade.

Manual de Crescimento para Igrejas

Portanto, prestar contas dos valores arrecadados com dízimos e ofertas não é opcional, mas uma proteção.

Como registrar corretamente a entrada de Dízimos e Ofertas?

Em primeiro lugar, registrar cada entrada é fundamental para um visão completa da gestão financeira da igreja.

Pois sem registro, não há como comprovar o que entrou e saiu da conta bancária da Igreja, e sem comprovação não existe prestação de contas confiável.

E ao contrário do que muitos pensam, o registro é um processo simples quando vira rotina.

Como registrar os dízimos e ofertas recebidos?

Desde já é importante ficar claro que o ideal é registrar os valores logo após cada culto, se possível, com duas ou três pessoas presentes para conferência, principalmente em Igrejas menores.

Pois essa contagem em conjunto dá segurança e transparência.

Já em igrejas com mais estrutura, geralmente esse registro é feito por um funcionário dedicado à realizar a gestão financeira da Igreja, contratado pelo regime CLT.

Geralmente, esse funcionário fica responsável por realizar os lançamentos que são conferidos pelo Tesoureiro ou Conselho Fiscal da Igreja.

Por fim, o valor total é então lançado em um software, com data, tipo de arrecadação e comprovante, se for o caso.

Quais documentos comprovam a arrecadação de dízimos e ofertas?

Atualmente, os principais comprovantes de recebimento de dízimos e ofertas são os extratos bancários, que possuem toda a relação de PIX recebidos pela Igreja, e de máquinas de cartão de crédito.

Já o dinheiro em espécie deve ser contado, registrado e pode ser ou não depositado na conta bancária da igreja.

Como evitar problemas na gestão de dízimos e ofertas da Igreja?

Gerir bem os dízimos e ofertas significa que você sabe, a qualquer momento, quanto entrou, quanto saiu e para onde destinou o dinheiro da igreja.

Igrejas que fazem isso bem tomam decisões melhores e prestam contas com facilidade.

Porém, muitos pastores e tesoureiros comentem erros na gestão, muitas vezes por falta de tempo e até mesmo por falta de conhecimento da legislação.

Veja como evitar problemas:

Por que separar a conta da igreja das contas pessoais?

Infelizmente, misturar o dinheiro da igreja com o dinheiro do pastor ou do tesoureiro é um dos erros mais comuns e mais perigosos na gestão dos dízimos e ofertas.

Portanto, a instituição deve manter a conta bancária sempre no seu CNPJ, e ninguém jamais deve receber os dízimos e ofertas pela conta bancária do pastor!

Pois quando o pastor recebe os dízimos e ofertas em sua conta bancária, a Receita Federal entende que esse dinheiro pertence ao Pastor e não à Igreja.

Portanto, a organização protege os pastores, facilita a prestação de contas e mantém a Igreja e o Pastor regulares perante a Receita Federal.

Planilha ou sistema de gestão: qual escolher para fazer a gestão de dízimos e ofertas?

De maneira geral, ministérios pequenos costumam conseguir organizar as finanças da Igreja com uma planilha organizada e bem preenchida.

E para facilitar a gestão das pequenas Igrejas, nós criamos o Kit de Planilhas de Gestão para pequenas Igrejas, que contém não apenas planilhas financeiras, mas de gestão de pessoas e processos.

Porém, à medida que a arrecadação cresce e as movimentações aumentam, um sistema de gestão ajuda a ganhar tempo e reduzir erros.

E é por isso que aqui no Contabilidade para Igrejas, nós disponibilizamos para nossos clientes o Themplus, um sistema de gestão financeira gratuito para nossos clientes.

themplus software de gestão financeira para igrejas

Como prestar contas aos Membros da Igreja?

Sem dúvidas, prestar contas aos membros é um ato de respeito para com aqueles que contribuem para o Reino.

E nesse ponto, nem sempre é necessário discriminar tudo o que a Igreja tem de receitas e despesas.

Pois sabemos que nem todo mundo tem maturidade para lidar com as finanças de uma Igreja.

Porém, quem contribui tem o direito de saber como o recurso está sendo aplicado.

Portanto, além de fortalecer a confiança, a transparência estimula a contribuição dos membros da Igreja.

Com que frequência a igreja deve prestar contas dos Dízimos e Ofertas?

Em princípio, não existe uma regra única, a não ser que as regras do seu Estatuto determinem algo a respeito.

Mas a prática saudável é prestar contas periodicamente, que pode ser por mês, trimestral, semestral ou até mesmo anual.

Muitas igrejas apresentam um resumo anual em assembleia geral e um relatório mensal mais completo à liderança.

O que deve constar em um relatório de prestação de contas da Igreja?

Em princípio, um bom relatório mostra o saldo inicial, as entradas por categoria, as despesas por categoria e o saldo final do período.

Por isso, quanto mais claro e visual, melhor!

Pois o objetivo é que qualquer pessoa, mesmo sem conhecimento financeiro, consiga entender para onde foi o dinheiro.

O que as Igrejas precisam informar à Receita Federal?

Muita gente pensa que, por serem imunes a impostos, as igrejas não têm nenhuma obrigação com a Receita Federal.

Porém, a imunidade tributária dispensa o pagamento de impostos, mas não dispensa a igreja de prestar contas ao Fisco.

A igreja precisa declarar dízimos e ofertas à Receita Federal?

Conforme dito acima, a igreja não paga imposto sobre os dízimos e ofertas ligados à sua atividade religiosa.

Porém, a Igreja precisa manter tudo registrado e escriturado por um contador.

Segundo a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, a imunidade dos templos alcança impostos, sem eliminar as obrigações acessórias.

Ou seja, as Igrejas precisam enviar mensalmente para o escritório de contabilidade todo o relatório financeiro do ministério, contendo todas as suas entradas e saídas, registradas juntamente com seus comprovantes das operações.

Quais obrigações fiscais envolvem a gestão financeira da Igreja?

Em resumo, todas as Igrejas, independente do seu tamanho, sua quantidade de membros ou do volume de movimentações financeiras que realizam, estão obrigadas a cumprir obrigações contábeis, fiscais e trabalhistas.

Dependendo da estrutura e do tipo de movimentação realizada pela igreja, a complexidade dessas obrigações aumenta.

Mas de maneira geral, as igrejas precisam realizar a Escrituração Contábil Fiscal (ECF), DCTFWeb e, quando há empregados ou retenções, declarações como a DCTFWeb com movimento e a EFD-Reinf, além do eSocial.

Por isso é essencial contar com um contador para definir exatamente o que se aplica ao seu caso.

O que acontece com a Igreja que não declara seus dízimos e ofertas à Receita Federal?

Ao contrário do que muitos imaginam, a imunidade tributária não é automática, pois esse benefício só é dado às igrejas que cumprem seus deveres.

Atualmente, manter a contabilidade em dia, comprovar a origem lícita dos recursos e cumprir as obrigações contábeis, fiscais e trabalhistas são condições para preservar esse benefício.

Portanto, uma igreja desorganizada corre o risco de perder a imunidade, ser multada e até mesmo ter seu CNPJ declarado como Inapto.

Conclusão

Para concluir, fazer a gestão de dízimos e ofertas com organização e transparência é o que dá segurança ao Ministério perante ao governo para exercer sua liberdade religiosa e acessar à Imunidade Tributária.

Em resumo, registre cada entrada, mantenha uma conta bancária exclusiva no CNPJ da igreja, organize as contas e envie mensalmente o relatório financeiro para o seu contador cumprir as obrigações com o Fisco.

Portanto, se você quer manter a sua Igreja regularizada perante a Receita Federal, entre em contato conosco e solicite um orçamento.

A igreja é obrigada a prestar contas dos dízimos?

Sim. Ainda que os dízimos e ofertas não sejam tributados, a igreja precisa manter escrituração contábil e comprovar a origem e o destino dos recursos. A prestação de contas é uma obrigação diante da Receita Federal e também um dever de transparência com os membros que contribuem.

Igreja paga imposto sobre os Dízimos e Ofertas recebidos?

Não. Os dízimos e ofertas ligados à atividade religiosa são protegidos pela imunidade tributária prevista na Constituição Federal. Porém, a igreja continua obrigada a cumprir as obrigações acessórias e a manter a contabilidade em dia para preservar esse benefício.

O pastor pode ser o responsável pela tesouraria da igreja?

Do ponto de vista legal, é possível, mas não é recomendável. O ideal é separar as funções, deixando a liderança espiritual com o pastor e a parte financeira com um tesoureiro, sob acompanhamento do próprio pastor ou até mesmo de um conselho fiscal. Essa divisão protege a todos e dá mais transparência à administração.

O que acontece se a igreja não prestar contas corretamente?

A falta de prestação de contas pode gerar desconfiança entre os membros, responsabilização dos administradores e problemas com a Receita Federal, como autuações e inaptidão do CNPJ. Em situações mais graves, a igreja pode até ter seu CNPJ baixado.

PLANILHA PARA IGREJAS BAIXE GRÁTIS
ABRIR IGREJA
TERMO DE TRABALHO VOLUNTARIO

Quer tirar suas dúvidas com um especialista?
Preencha o formulário abaixo!

Compartilhe este artigo!

Facebook
WhatsApp

Escritório de Contabilidade Recreio dos Bandeirantes - RJ

Absolutto Business Towers

Av. das Américas, 19005 – Bloco 1 – Sala 610 – Recreio dos Bandeirantes – Rio de Janeiro – RJ – 22790-703

Escritório de Contabilidade Nova Iguaçu - RJ

Edifício Rossi Via Office

Rua Iracema Soares Junqueira, 85 – Sala 513 – Centro – Nova Iguaçu – RJ – 26210-260